São Tomé e Príncipe tem maior cobertura para previsão meteorológica e hidrológica

Desde 29 de Junho do ano corrente que São Tomé e Príncipe emite, em primeira mão, alertas hidrológicos para situações de enchentes e inundações e migrou de um sistema manual e dispendioso para um sistema automático, que envia todas as informações diretamente das estações hidro-meteorológicas para os três centros de controlo de dados instalados no Instituto Nacional de Meteorologia (INM), na Direção Geral dos Recursos Naturais e Energia (DGRNE) e na Delegação Regional do INM.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) entregou oficialmente ao Governo sãotomense as 28 estações hidro-meteorológicas adquiridas e instaladas no quadro do projeto “Reforço das informações sobre o clima e sistemas de alerta precoce em São Tomé e Príncipe para o clima de desenvolvimento resiliente e adaptação às mudanças climáticas”, que permitiram estender a cobertura do país em informações meteorológicas e hidrológicas bem como migrar o sistema nacional existente das estações clássicas tradicionais para às automáticas.

Financiado pelo GEF/PNUD, o projeto de 4 anos (2014-2017) tem como principal objetivo reduzir a vulnerabilidade e riscos do país para os perigos das mudanças climáticas, caracterizada pelo padrão irregular e imprevisível de chuva que está associada ao aumento de inundações e deslizamentos de terra, bem como, as secas sazonais e prolongadas através da criação de um Sistema de Alerta Precoce (SAP). Estes riscos têm impactos negativos sobre o planeamento de desenvolvimento do pais, o bem estar da população, a produção agrícola e os meios de subsistência das comunidades.

O Plano Nacional de Adaptação às Mudanças Climáticas (NAPA), diz que São Tomé e Príncipe é propenso aos fenómenos climáticos extremos, com vários graus de incidência. A variabilidade climática já está a afetar o país, aumentando a frequência de inundações resultantes de uma combinação de eventos de chuvas tempestuosas e maremotos anormais que invadem a foz dos rios nas zonas costeiras.

Ao longo da implementação do projeto foram também formados 17 comités comunitários de gestão de risco de catástrofes com o objetivo de serem eles os agentes sensibilizadores nas suas comunidades e a primeira resposta local para situações de catástrofes. Também estão a ser formados 4 estudantes da universidade de Aveiro no curso de meteorologia, foram criadas 2 plataformas (uma de monitorização e alerta e outra de disseminação e resposta) e foram ainda criadas as condições para que o Conselho Nacional de Preparação e Resposta às Catástrofes possa desempenhar o seu papel.

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Redação
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